se numa noite de inverno um viajante

Tuesday, September 20, 2011

como um problema de expressão

como se ao olhar em volta tudo me fosse estranho, logo proporcionalmente fascinante (de uma singularidade duvidosamente exótica) nesta terra de janelas imensas, em que não se ousam cortinados, diria que ninguém tem telhados de vidro, mas só pactuo em ilusões com até 3 metros de profundidade.
há aqui uma cordialidade ruidosa, imposta, adensada, trabalhada afincadamente, com mais ou menos delicadeza e enviada por qualquer remetente, independentemente, ou nem tanto assim, do destinatário.
E sei que só encontras estranheza quando me olhas, não sei o que te diga, talvez apenas que os meus olhos não percebem o que dizes e esta imagem, com que me apresento, é disso a mais fiel tradução.
e como em tudo, ao fim do dia, descansei para o sono, com algo tão simples, como ouvir alguém falar com a minha língua.

2 comentários:

Carlos A.P.Ramos said...

Lindo de ler...

rafaela said...

Obrigada Carlos!

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